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POR QUE TOMAR DECISÕES, ESCOLHER UM RUMO, ABRIR PORTAS E SEGUIR EM FRENTE, ÀS VEZES É TÃO DIFÍCIL?


     Fonte da Imagem: Pierre Blaché por Pixabay


“Saber escolher a porta certa” é uma expressão que versa conotativamente sobre tomar a decisão certa, mas por que muitas vezes escolher a porta certa, escolher um rumo, saber abrir uma porta e seguir em frente são atitudes tão difíceis de serem praticadas?

Saber tomar decisões e nisso acertar em sua maioria é um sonho para as pessoas, algumas dessas já tem entranhada na alma a sabedoria de decidir sem necessariamente ficarem “em cima do muro” por muito tempo.

O próprio dicionário, quando consultado, nos revela que decidir é emitir um juízo final sobre alguma coisa, deliberar, resolver. Entretanto, com uma análise mais profunda, verifica-se que decidir é atitude de enfrentamento para que se chegue a um resultado.

Com conhecimento base de que decidir depende de um enfrentamento, podemos ser um pouco mais intimista desse confronto no momento em que é preciso tomar decisões. Sabe aquele relacionamento em que não dá mais certo? Ou aquele trabalho em que o chefe só assedia moralmente? Ou quando não queremos sair de casa para o trabalho? Ou quando precisamos levantar da cama para organizar e limpar a casa? Ou quando percebemos que precisamos ser mais calmos e tolerantes com as pessoas? Ou quando notamos que podemos ser nosso próprio chefe? Ou quando podemos estudar mais para crescer em nosso ambiente profissional? Ou quando já temos um projeto completamente pronto necessitando apenas de execução? Ou quando queremos morar sozinho? Ou mesmo dar um basta nas relações abusivas que se aproximam de gente? A decisão é o melhor remédio. “E se fosse tão fácil tomar decisões, não teria tanta gente confusa e indecisa”, você pode me dizer!

Uma boa forma de entender a mente de uma pessoa perita em tomar decisões é analisar o grau de importância que ela dá valor ao passado e dá aos resultados. Quando uma pessoa resolve se envolver sexualmente com outra comprometida, por exemplo, essa pessoa é consciente o suficiente de que não será fácil para nenhuma das partes quebrar essa relação se o envolvimento crescer para o emocional. O enfrentamento nesse caso se chama amor conjugal, dentre outras razões, a rotina da relação original é muito forte. Entre as inúmeras situações que são vivenciadas por todos nós, há algo que nos prende no passado para que torne difícil abrir novas portas deixando que novas oportunidades nos cheguem.

O medo do novo, na realidade não é o medo do novo, é medo de deixar o passado livre para que ele exerça a sua função: trazer aprendizado, fazer com que a pessoa cresça intelectual, emocional, espiritual, materialmente, assim evoluir como pessoa. “Largar mão” da dificuldade que deveria ficar no passado muitas vezes é difícil porque em alguns casos essa dificuldade construiu uma rotina mais que presente e o cérebro assimilou como companheira leal da pessoa temerosa de decisões.

Para que possamos ter resultados positivos, precisamos saber tomar decisões, seguir em frente, executar projetos prontos, enfrentar o holofote mesmo que o coração fique dolorido, melhor dizendo “temeroso”, pois essa dor pode ser parte de um plano do inconsciente que nos dominar a seu bel prazer.

Dessa forma, é preciso que em primeiro momento, se você tem dificuldade de tomar decisões, olhe para dentro de si, pergunte se vale a pena e se está feliz em continuar na rotina em que se encontra, e tomar consciência de que sua vida só está da forma em que está por que você é a única responsável por ela.

Lembre-se, quando há alguém realmente interessado em você, ela não tem dúvidas, ela enfrente o mar para atravessá-lo e ir até você, enfrenta tudo, pois nada nesse momento a impede, principalmente o passado, e cada decisão é carregada de conhecimento, então tome-a para si e liberte-se. Decidir é bom.


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