“Saber
escolher a porta certa” é uma expressão que versa conotativamente sobre tomar a
decisão certa, mas por que muitas vezes escolher a porta certa, escolher um
rumo, saber abrir uma porta e seguir em frente são atitudes tão difíceis de
serem praticadas?
Saber
tomar decisões e nisso acertar em sua maioria é um sonho para as pessoas,
algumas dessas já tem entranhada na alma a sabedoria de decidir sem
necessariamente ficarem “em cima do muro” por muito tempo.
O
próprio dicionário, quando consultado, nos revela que decidir é emitir um juízo
final sobre alguma coisa, deliberar, resolver. Entretanto, com uma análise mais
profunda, verifica-se que decidir é atitude de enfrentamento para que se chegue
a um resultado.
Com
conhecimento base de que decidir depende de um enfrentamento, podemos ser um
pouco mais intimista desse confronto no momento em que é preciso tomar
decisões. Sabe aquele relacionamento em que não dá mais certo? Ou aquele
trabalho em que o chefe só assedia moralmente? Ou quando não queremos sair de
casa para o trabalho? Ou quando precisamos levantar da cama para organizar e
limpar a casa? Ou quando percebemos que precisamos ser mais calmos e tolerantes
com as pessoas? Ou quando notamos que podemos ser nosso próprio chefe? Ou quando
podemos estudar mais para crescer em nosso ambiente profissional? Ou quando já
temos um projeto completamente pronto necessitando apenas de execução? Ou quando
queremos morar sozinho? Ou mesmo dar um basta nas relações abusivas que se aproximam
de gente? A decisão é o melhor remédio. “E se fosse tão fácil tomar decisões,
não teria tanta gente confusa e indecisa”, você pode me dizer!
Uma
boa forma de entender a mente de uma pessoa perita em tomar decisões é analisar
o grau de importância que ela dá valor ao passado e dá aos resultados. Quando uma
pessoa resolve se envolver sexualmente com outra comprometida, por exemplo, essa
pessoa é consciente o suficiente de que não será fácil para nenhuma das partes quebrar
essa relação se o envolvimento crescer para o emocional. O enfrentamento nesse
caso se chama amor conjugal, dentre outras razões, a rotina da relação original
é muito forte. Entre as inúmeras situações que são vivenciadas por todos nós,
há algo que nos prende no passado para que torne difícil abrir novas portas deixando
que novas oportunidades nos cheguem.
O
medo do novo, na realidade não é o medo do novo, é medo de deixar o passado
livre para que ele exerça a sua função: trazer aprendizado, fazer com que a
pessoa cresça intelectual, emocional, espiritual, materialmente, assim evoluir
como pessoa. “Largar mão” da dificuldade que deveria ficar no passado muitas
vezes é difícil porque em alguns casos essa dificuldade construiu uma rotina
mais que presente e o cérebro assimilou como companheira leal da pessoa
temerosa de decisões.
Para
que possamos ter resultados positivos, precisamos saber tomar decisões, seguir
em frente, executar projetos prontos, enfrentar o holofote mesmo que o coração
fique dolorido, melhor dizendo “temeroso”, pois essa dor pode ser parte de um
plano do inconsciente que nos dominar a seu bel prazer.
Dessa
forma, é preciso que em primeiro momento, se você tem dificuldade de tomar
decisões, olhe para dentro de si, pergunte se vale a pena e se está feliz em
continuar na rotina em que se encontra, e tomar consciência de que sua vida só
está da forma em que está por que você é a única responsável por ela.
Lembre-se,
quando há alguém realmente interessado em você, ela não tem dúvidas, ela
enfrente o mar para atravessá-lo e ir até você, enfrenta tudo, pois nada nesse
momento a impede, principalmente o passado, e cada decisão é carregada de
conhecimento, então tome-a para si e liberte-se. Decidir é bom.

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